FADO DOS DIAS ASSIM - O 2º álbum de helena sarmento estreia a 25 de Março


“A Helena Sarmento não é a 2ª Amália, nem a 3ª Hermínia, nem a 4ª Fernanda Maria: é a 1ª Helena Sarmento. (…) Ouvimos fados tradicionais, cantados já por tanta gente, mas temos a sensação de eles estarem a ser reinventados, temos a sensação do novo.”

(Rui Vieira Nery)

helena sarmento nasceu a 23 de Agosto de 1981. Vive e trabalha no Porto, uma das suas cidades do coração. Licenciada em Direito, divide a sua vida entre a advocacia e a música que sempre lhe habitou a alma. Aos 13 anos era vocalista dos Clepsidra, banda pop-rock, mas quando descobriu Amália, o fado tomou-lhe conta da vida, como um raro amor para sempre. Em 2011 edita o seu primeiro disco, FADO AZUL.

A maior parte das 13 faixas reportam a fados clássicos ou tradicionais, cantados com palavras novas, escritas especialmente para si; as palavras que, se soubesse escrevê-las, seriam as que quereria cantar. O CD integra ainda dois covers de ícones maiores do panorama cultural/musical português, referências incontornáveis da fadista: Amália Rodrigues e José Afonso.

Em Fevereiro de 2012, ano em que o Fado é consagrado como Património Imaterial da Humanidade, FADO AZUL, nascido como edição de autor, é editado, através da Sunset France, em França, chegando à Alemanha, Áustria, Benelux, Espanha, Itália, República Checa, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Japão.

Helena Sarmento afirma-se, pelo estilo próprio, voz singular, repertório original, comunicabilidade envolvente, uma referência nesse movimento já irreversível. O seu presente CD (FADO AZUL) coloca-a, a partir de agora, na primeira linha dos fadistas fadados para puxar-nos o futuro.

(Fernando Dacosta)

 

2013: ano de Dias Assim.

No próximo dia 25 de Março helena sarmento lança a sua 2º edição independente, FADO DOS DIAS ASSIM, que aprofunda e densifica o que FADO AZUL, seu disco de estreia, já prometia.

A voz libertou-se e deu de novo as mãos às palavras, num propósito de coerência que mais do que um projecto no Fado, é uma forma de estar na vida, disso se fazendo fado.

joão gigante-ferreira, Joaquim Sarmento, José Afonso, Alexandre O'Neill, Vinicius de Moraes e Manuel António Pina são os autores dessas palavras, para os dezasseis temas que compõem FADO DOS DIAS ASSIM.

Os temas inteiramente originais são assinados por Samuel Cabral (Porto-porto, de joão gigante-ferreira), Tino Flores (No Reino das Formigas, de joão gigante-ferreira) e Paulo Rodrigues (Saudade da Prosa, de Manuel António Pina).

PORTO-porto, tema que abre o disco, emerge do coração da cidade património mundial, no doce pulsar da composição de Samuel Cabral.

SAUDADE DA PROSA, contra todas as vontades, acabou por se transformar numa homenagem à memória de Manuel António Pina. Não era assim que deveria ter sido. O desaparecimento precoce do Poeta fez com que Paulo Rodrigues, na procura da memória, concebesse um verdadeiro objecto musical.

FORMIGA BOSSA-NOSSA (do repertório de Amália Rodrigues, a partir do poema Velha Fábula em Bossa Nova de Alexandre O´Neill, com música de Alain Oulman, mas assim titulado em EP editado em 1969) é neste trabalho a homenagem à Voz do Fado; desta vez esta formiga insubmissa convocou para protagonista o violoncelo de Susana Santos, conferindo ao tema um novo colorido.

CANÇÃO DE EMBALAR, de José Afonso, integra o núcleo dos temas que homenageiam referências essenciais de helena sarmento, na música e para além dela que, neste trabalho, inclui ainda O QUE TINHA DE SER, de Vinicius de Moraes, acompanhado apenas ao piano, pelas mãos de Isabel Castro.

O conjunto mais significativo de temas do FADO DOS DIAS ASSIM reporta-se a fados tradicionais, servidos inteiramente por palavras novas escritas para si:

  • De joão gigante-ferreira, OS TEUS DEDOS POR AQUI (Fado Triplicado, de José Marques), FADO NEGRO (Fado Acácio, de Acácio Gomes dos Santos), FADO DO PERFUME (Fado Adiça, de Armando Augusto Freire), DESPEDIDA (Fado Marcha de Raul Pinto), FADO DE VER (Fado Noquinhas, de Fernando de Freitas), FADO GEOGRÁFICO (Fado Rosita, de Joaquim Campos da Silva), SEM-ABRIGO (Fado Menor do Porto, de João Black) e MANIFESTO BREVE CONTRA A GUERRA OU QUALQUER OUTRA PENA DE MORTE (Fado Tango, de Joaquim Campos da Silva);

  • De Joaquim Sarmento (romancista e pai de helena sarmento), O NÓ DO NOSSO SEGREDO (Fado Bailado, de Alfredo Marceneiro).

O primeiro avanço do disco será, todavia, o FADO ARITMÉTICO (com letra também de joão gigante-ferreira para a música de Carlos Gonçalves na qual Amália criou e interpretou “Fui ao mar buscar sardinhas”) e que resultou numa forma extraordinariamente divertida e singular de falar dessa coisa tão séria que é o Amor.

A primeira apresentação ao vivo de parte significativa dos novos temas ocorrerá no BELÉM ART FEST 2013, no concerto agendado para o dia 5 de Abril de 2013, no Museu da Presidência, no qual helena sarmento se fará acompanhar por Samuel Cabral na guitarra portuguesa, por Paulo Faria de Carvalho na viola de fado e por Susana Santos no violoncelo, músicos que a acompanharam também na gravação do FADO DOS DIAS ASSIM.

Será pois em festa o primeiro momento para aferir da verdade deste trabalho.

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