Sem-abrigo

Letra: joão gigante-ferreira  /  Música: João Black

 

Os teus olhos como fadas

Prendem flores nos meus cabelos

Dos teus dedos doces vagas

Correm logo a desprendê-los

 

Fosse sempre assim tão simples

Da prisão à liberdade

E a fome dos pedintes

Não se ouvia na cidade

 

Tão calados como dantes

Tão medonho o seu gritar

Os silêncios infamantes

Tempestades no olhar

 

Na cidade há uma fronteira

É de medo o seu traçado

Alinhado pela trincheira

Do passeio do outro lado

 

Pelo frio morrem sombras

Sem paredes nem janelas

Noites negras mortes longas

Sem protesto das estrelas

 

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